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Uma aventura pela América do Sul. Parte 08 – Deserto do Atacama

Há momentos em nossas viagens que sentimos que estamos vivenciando algo único em nossas vidas. Aquele momento que nenhuma fotografia, vídeo ou lembrancinha pode reviver este sentimento, por isso nos concentramos e focamos todos os sentidos para registrarmos e aproveitarmos ao máximo esta experiência.

Extasiados com o Salar de Uyuni fomos leves pela estrada com um cenário de contemplação. Uma imensidão arenosa, acompanhado de um trem silencioso ao fundo, contrastando, montanhas andinas nos acompanhavam como velhas amigas por toda a estrada. Não havia quase nenhum movimento de carros, a vida quase nula devido ao ambiente seco nos deixava com a sensação de estarmos em um planeta inabitável.

Os diversos salares e lagunas que encontrávamos no caminho evidenciavam um passado diferente naquela região, estávamos definitivamente no Deserto do Atacama.

Esta região da América do Sul está espremida entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes recebendo influências climáticas de ambos. Ao cruzar a fronteira Bolívia-Chile percebemos uma maior fiscalização da fronteira, principalmente dos agentes chilenos que fizeram uma revista minuciosa em toda nossa bagagem, coisa que não havia ocorrido em toda a viagem.

A impressão que tínhamos era que estávamos entrando em um país europeu, estradas bem sinalizadas, infraestrutura nova e bem organizada evidenciava um país diferente dos que passamos anteriormente. A primeira cidade que aportamos no Chile foi Calama, devido ao seu aeroporto, é base para quem quer visitar os principais pontos turísticos do deserto.

Após uma rápida passagem por Calama, fomos direto para a pitoresca cidade de São Pedro do Atacama onde planejávamos passar três dias. Digo planejávamos porque o encanto da cidade nos fez prorrogar a estadia em mais um dia.

São Pedro é uma cidade pequena, quase uma vila, destinada a receber turistas do mundo todo. As ruas de terra batida agregam ao ambiente um sentimento de interior, serenidade e bucolismo. O turismo é o ponto forte, com diversas opções de restaurantes e hotéis, os passeios são os mais diversos.

Destaque para o passeio astronômico aos pés de um dos mais importantes complexos de telescópios do mundo o ALMA. Devido ao ambiente extremamente seco, as poucas chuvas na região e a altitude, este local é disputado por diversas agências de pesquisas astronômicas para realização de observações e estudos.

A cem quilômetros de São Pedro estão os Gêiseres de Tatio, o desafio aqui é acordar quatro da manhã, subir aproximadamente 4.320 de altitude e encarar um frio de -10°C para conhecer um dos espetáculos da natureza mais curiosos e bonitos de se ver. Os gêiseres se formam quando rios frios subterrâneos se encontram com rochas superaquecidas, formando colunas de água quente e vapor que saem por fissuras no chão, o espetáculo acontece precisamente às seis da manhã. Para os mais animados, um banho de piscina vulcânica após os gêiseres é recomendado. A regra é não ficar mais de dez minutos devido ao alto teor de enxofre na água e o desfio é sair de água quentinha para a temperatura ambiente congelante.

Gêiseres de Tatio

Gêiseres de Tatio

É impressionante como São Pedro está estruturada para receber os turistas, diferentemente de Uyuni você encontra segurança e o conforto necessário para descansar e se divertir. Não deixe de conhecer esta encantadora cidade.

Sem dúvida o Deserto do Atacama foi uma experiência diferente de todas que passamos na viagem, os momentos de diversão se somaram aos de contemplação e sem dúvida proporcionou momentos que duraram por um bom tempo nas nossas memórias.

Deixamos São Pedro rumo a capital chilena, mas antes Viña del Mar reservava boas surpresas para a viagem. Não deixe de acompanhar nossas aventuras, acesse nosso Blog e conheça nossas dicas de viagens. Até a próxima!

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