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Uma aventura pela América do Sul. Parte 07 – Salar de Uyuni

Depois de uma experiência maluca e impressionante chegamos cansados e bastante debilitados a pequena cidade de Uyuni. Já eram 4 da madrugada e nada estava aberto, nossa reserva expirou e o que nos restou era dormir ali mesmo dentro do carro.

O sol veio e com isso a vontade de tomar banho e dormir decentemente aumentou. A cidade não possui nenhuma estrutura turística, como toda Bolívia os restaurantes são simples e os bons hotéis estão cheios e caros. Depois de muita procura conseguimos um bom hotel para descansar.

Uyuni é famosa pelo seu salar mas peca muito na estrutura turística. É incrível a quantidade de turistas que chegam do mundo todo para conhecer este local, prepare para disputar vagas nos passeios. Se você for de carro não chegue nem perto do salar, a quantidade de sal presente neste ambiente vai corroer todo o carro e irá prejudicar o restante da viagem, procure ir com guias e carros alugados.

Sem dúvida você será abordado por diversas “agências” de turismo, elas vão fazer de tudo para ganhar seu dinheiro, muitas crianças de 10 a 14 anos são responsáveis por essa venda e é incrível a malandragem e o poder de persuasão que elas apresentam. Aqui o ideal é conhecer algum grupo de turistas no hotel e fechar um carro exclusivo, não vá na primeira oferta, procure e conheça algumas agências antes de decidir.

Há diferentes passeios para o salar, alguns mais caros duram três dias e permitem conhecer com maior extensão o deserto de 10.000km² de sal. Como tínhamos perdido um dia para reparos mecânicos embarcamos em uma aventura de 24h para conhecer este famoso cenário natural.

Na entrada do salar nossa primeira parada é em um cemitério de trens, diversas carcaças ferroviárias adormecem em silêncio naquela região. Depois conhecemos uma vila que se sustenta com a extração do sal, vimos toda a preparação e retirada do sal.

Uma importante dica é ir neste local nas épocas de chuva, o motivo é que com a chuva uma fina camada de água permanece na superfície branca do salar aumentando a sensação ótica de horizonte infinito. Não esqueça de levar um óculos escuro, pois o reflexo do sol na superfície é muito intenso.

Quando entramos definitivamente naquele gigantesco ambiente entendemos o porquê de sua fama. A imensidão branca com o som cortante do vento nos mostra uma paisagem diferente de quase tudo que conhecemos. Aqui não há vida, um grande vazio contrasta com a beleza do local. Alguns trabalhadores retiram manualmente o sal deixado por dois lagos que secaram ao longo dos anos.

São aproximadamente 10 bilhões de toneladas de sal a perder de vista. Olhe para o horizonte e aprecie uma ilusão impressionante. Com um nivelamento impressionante, o salar possui variações de altitude de menos de um metro, o espelho d’água que se forma com as chuvas e o branco do sal, você verá o famoso céu infinito, uma união do céu com a terra.

Esse cenário se aproxima de um estúdio de fotografia gigante, brinque com a perspectiva e leve para casa diversas fotos engraçadas.

Estávamos finalizando mais um país da nossa aventura. Ansiosos por conhecer definitivamente o deserto mais seco do mundo, não perdemos tempo e continuamos nossa decida. Não deixe de acompanhar nossa aventura aqui no blog da Evnts. Até a próxima!

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